Derrotas de Bia Haddad Maia viram rotina e mudanças precisam ser feitas com urgência

O início de temporada 2026 de Bia Haddad vem tendo roteiro muito parecido com o de 2025: derrotas consecutivas com atuações ruins. Como consequência dos maus resultados nos últimos meses, a brasileira desabou no ranking da WTA e hoje aparece no Top-70, com grande possibilidade de perder mais posições nas próximas semanas.

Sem ranking suficiente para jogar chaves principais de WTA 1000, Bia Haddad foi inscrita no qualificatório do torneio disputado em Doha nesta semana. Na primeira rodada, a paulistana contou com a sorte e enfrentou uma adversária sem ranking: a catariana Murbaka Al Naemi. A disparidade em quadra foi enorme e Bia aplicou um duplo 6/0, a famosa bicicleta. Essa segue sendo a única vitória da brasileira em seis jogos na temporada.

Na rodada final do quali, Bia teve atuação irregular contra a russa Anastasia Zakharova e sofreu derrota por duplo 6/4. Com desistências na chave principal, a brasileira entrou como lucky loser contra a indonésia Janice Tjen, 46ª do ranking da WTA, mas não soube aproveitar a chance de avançar à segunda rodada, foi amplamente dominada pela rival e caiu em sets diretos, com parciais de 6/0 e 6/1.

Contra a atual vice-campeã do SP Open nesta segunda-feira, Bia teve o serviço quebrado em cinco oportunidades. Não sacou bem, teve jogo inconsistente no fundo de quadra e não encontrou maneiras de neutralizar o bom tênis da adversária.

O auge de Bia Haddad já passou. É bem improvável que ela volte ao Top-10 no futuro, mas não dá para aceitar uma tenista tão técnica, a maior brasileira desde a lendária Maria Esther Bueno, jogar de maneira tão apática e ser dominada até diante de rivais com ranking pouco expressivo.

Até a temporada passada eu era contra, mas chegou a hora da dispensa do técnico Rafael Pacciaroni, que teve muito mérito em ajudar a colocá-la entre as melhores do mundo no passado. Mas já não o enxergo como o nome certo para tirar Bia do buraco. Não se vê nenhuma evolução no tênis da brasileira. É preciso um novo profissional já para os próximos torneios. O problema de Bia está longe de ser apenas psicológico.

O estafe também precisa rever a estratégia do calendário apenas com torneios grandes (WTA 500 e 1000). É preciso dar um passo atrás e colocá-la em competições nível 125 e 250 para quem sabe ela engatar uma sequência de vitórias e ganhar moral para voos mais altos.


Próximo torneio de Bia Haddad       

Após a eliminação em Doha, Bia Haddad foca na preparação para o qualificatório do WTA 1000 de Dubai, a partir do próximo fim de semana (14 e 15 de fevereiro). Na última semana do mês, o calendário ainda prevê a participação no WTA 500 de Mérida, no México.

Crédito da foto: João Pires/Fotojump

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