Novak Djokovic caminha para os momentos finais da carreira, mas mostra que ainda é capaz de jogar em alto nível e conseguir troféus. Nesta terça-feira, o sérvio de 39 anos faturou pela sétima vez o título do ATP 500 de Pequim e seguiu sem derrota nas sete participações no torneio chinês. Um desempenho absurdo o que só comprova porque ele é um dos maiores tenistas da história. É o Rei de Pequim.
Djokovic sofreu na decisão contra o australiano Alex de Minaur. Venceu o primeiro set por 7/6 (7-3), estava em desvantagem de 1/0 no segundo set quando o rival desistiu da partida por conta de uma lesão na coxa, sentida ainda na primeira parcial. No intervalo, ele chegou a receber atendimento médico.
Foi o 102º troféu de Djoko na carreira, um a menos que o suíço Roger Federer, segundo maior campeão de todos os tempos na ATP. O líder segue sendo o norte-americano Jimmy Connors, com 109.
O sérvio faturou um título pelo 21º ano seguido, ampliando o recorde sob o espanhol Rafael Nadal (19 temporadas com troféus).
Obviamente, Djokovic não está na melhor forma física da carreira. Compreensível para quem tem 39 anos, mas compensa as dificuldades com muita técnica e inteligência dentro de quadra para superar os adversários. Nesta edição, em Pequim, além de superar Alex de Minaur, ele bateu o português Nuno Borges, o chinês Bu Yunchaokete, o alemão Alexander Zverev, que na próxima semana se tornará o novo número 1 do mundo no ranking da ATP, e o russo Daniil Medvedev.
O próximo desafio de Nole será no Masters 1000 de Xangai. O adversário de sua estreia sairá do duelo entre o polonês Hubert Kurkacz (39º) e o autraliano James Duckworth (63º). Maior campeão do torneio chinês (2012, 2013, 2015 e 2018), ele vai em busca do quinto troféu.
Crédito da foto: Reprodução X/China Open









