Em comunicado divulgado na manhã do último sábado (17), João Fonseca colocou ponto final na temporada 2026. O brasileiro anunciou que não vai disputar mais competições oficiais no ano alegando que não tem condições ideais para competir no nível. A princípio, ele jogaria o ATP 500 da Basileia, onde defenderia o título, e o Masters 1000 de Paris. No entanto, em dezembro, está confirmado o jogo de exibição contra o espanhol Carlos Alcaraz, no Nubank Parque, em São Paulo.
A decisão do carioca não chegou a ser surpreendente, já que haviam rumores de antecipação do fim da temporada após tantos problemas físicos.
Foi um ano bem frustrante de João Fonseca, que em 2025 fez a sua primeira temporada completa como profissional com títulos no ATP 250 de Buenos Aires e ATP 500 da Basileia. Iniciou 2026 cercado de muitas expectativas para obter resultados ainda mais expressivos e até ingressar no Top 20. No entanto, os seguidos problemas físicos – quatro no total – impediram o brasileiro de evoluir ainda mais no circuito mundial.
João perderá 550 pontos referentes ao título do ATP 500 de Basel e segunda rodada do Masters 1000 de Paris, vai deixar o Top-30 e assim deve perder a condição de iniciar o Australian Open 2027 como um dos cabeças de chave.
Resumo da temporada de João Fonseca
Fonseca sofreu a primeira lesão logo nos primeiros dias do ano. Um problema na lombar o tirou do ATP 250 de Brisbane e o ATP 250 de Adelaide, atrapalhando toda preparação para o Australian Open. Sem ritmo de jogo ideal, ele foi eliminado logo na primeira rodada do Grand Slam. Depois, embarcou para a gira sul-americana de saibro. Não conseguiu defender o título do ATP 250 de Buenos Aires, decepcionando com derrota na estreia. Jogou o Rio Open pela terceira vez na carreira, mas não foi além da segunda rodada. Despediu-se da competição com má atuação diante do peruano Ignacio Buse.
Fonseca mostrou reação no Masters 1000 de Indian Wells, quando alcançou às oitavas de final e fez um jogo muito equilibrado com o então número 2 do mundo, o italiano Jannik Sinner. No entanto, acabou prevalecendo a experiência do rival, que levou a melhor em dois tie-breaks.
João Fonseca seguiu nos Estados Unidos e disputou o Masters 1000 de Miami. Teve o azar de medir forças contra o então número 1 do mundo, o espanhol Carlos Alcaraz logo na segunda rodada. O jovem teve uma boa atuação, mas não resistiu ao forte poderio ofensivo rival e caiu com duplo 6/4.
Em seguida, o brasileiro jogou o Masters 1000 de Monte Carlo e atingiu a melhor campanha em torneio deste porte: quartas de final. Acabou perdendo por 2 sets a 1 para o alemão Alexander Zverev, na época terceiro colocado no ranking da ATP.
Antes de sofrer o segundo problema físico na temporada, desta vez um desconforto no ombro direito, João foi quadrifinalista do ATP 500 de Munique, fez terceira rodada do Masters 1000 de Madrid e a segunda rodada do Masters 1000 de Roma.
Livre do incômodo no punho direito que o fez ficar de fora do ATP 500 de Hamburgo, João voltou em grande nível e atingiu em Roland Garros o melhor momento da temporada, quando virou um jogo histórico contra o sérvio Novak Djokovic após estar em desvantagem por 2 a 0. Acabou sendo eliminado nas quartas de final para o tcheco Jakub Mensik.
Após a campanha histórica em Paris, João embarcou para a curta temporada de grama. Caiu logo na estreia do ATP 500 de Halle e desistiu do ATP 250 de Eastbourne por sentir desconforto no ombro direito, assim se poupando para Wimbledon, onde não foi além da segunda rodada.
O tenista teve um mês para se preparar para a gira pré-US Open. Conseguiu vaga nas oitavas de final do Masters 1000 de Montreal, mas parou no norte-americano Ben Shelton, que mais tarde viria a ser campeão.
Na semana seguinte, João entrou em quadra para disputar o Masters 1000 de Cincinnati. Teve boa vitória na estreia contra o perigoso holandês Botic van de Zandschulp, mas acabou desistindo do torneio por lesão no lado esquerdo do abdôme durante treinamento na véspera de encarar o australiano Christopher O’Connell, e não se recuperou a tempo de disputar o último Grand Slam da temporada.
Após mais de um mês inativo, Fonseca defendeu o Brasil na Copa Davis. Ainda sem as condições físicas ideais, o tenista de 20 anos superou de virada o suíço Dominic Striker e após a partida não segurou o choro. Estava mais do que claro que João não estava bem e que a questão mental era um fator importante para isso. Ele nem foi escalado para encarar Stan Wawrinka.
João desistiu de toda gira asiática para segundo ele dar um tempo para o corpo e cabeça. Menos de um mês depois, o profissional soltou um outro comunicado, desta vez anunciando a antecipação do fim da temporada, não deixando claro se as questões físicas ou mentais foram decisivas. É torcer para que João digira rapidamente a temporada decepcionante e que volte com tudo em 2027. Potencial técnico ele tem de sobra para conquistar grandes títulos. No entanto, precisa estar melhor fisicamente e mentalmente.
Números em 2026
20 vitórias e 13 derrotas
Maior pontuação obtida em torneios: Roland Garros (400 pontos)
Ranking atualizado no dia 19 de outubro: 28ª posição (vai perder posições até a última atualização em dezembro). Iniciou 2026 em 29º
Premiação em 2026: U$ 1.635,207
Crédito da foto: Luiz Candido/CBT









