Thiago Wild tem tudo para terminar o ano no Top 100 do ranking

Campeão do Challenger 75 de Santa Cruz de la Sierra neste último domingo (18), Thiago Wild mostrou que o momento é de alta e o Top 100 do ranking mundial está cada vez mais próximo.

Quando a fase é boa, Wild consegue vencer uma maratona de quase 3h na semifinal contra Francisco Comesaña. E ainda derrotar Hugo Dellien, que vinha de cinco vitórias seguidas contra o paranaense e o apoio da torcida, menos de 24 horas depois.

Wild subiu 25 posições no ranking de uma vez só após receber os 119 pontos das últimas duas semanas (44 do vice em Antofagasta e 75 do título na Bolívia). Coisas do calendário maluco que a ATP faz para encaixar todos os torneios na Ásia.

A boa notícia é que o paranaense está a apenas 60 pontos do francês Benjamin Bonzi, que hoje fecha o Top 100 do ranking. Mas, Wild desistiu do Challenger 75 de Cali nesta semana após a maratona em Santa Cruz de la Sierra e também não está inscrito na próxima semana em Guayaquil.

Wild vai apostar todas as fichas no Challenger 125 da Costa do Sauípe, na primeira semana de novembro, para voltar ao Top 100 e garantir uma vaga direta na chave principal do Australian Open, em 2027.

É totalmente plausível que Wild faça uma boa campanha na Costa do Sauípe e nos torneios nas semanas seguintes. E isso já basta para que a vaga na Austrália venha. Como encerrou a temporada de 2025 em outubro, o paranaense não tem nenhum ponto a defender até o final do ano.

Heide de olho no Top 100

A situação é diferente da de Gustavo Heide, que é o número 114 do mundo e também busca entrar no Top 100. Mas Heide teve um final de 2025 positivo e agora defende cerca de 125 pontos, muito em conta pelos títulos do Challenger 75 de Florianópolis e do M25 de Lajeado. Ou seja, precisa de boas campanhas já contando nesta semana em Cali para atingir o objetivo.

Guto Miguel e Eduardo Ribeiro: temos uma nova dupla?

Se Wild foi campeão nas simples, Guto Miguel e Eduardo Ribeiro quase repetiram o feito nas duplas, mas ficaram com o vice. Eles perderam na final para Diego Hidalgo e Mariano Kestelboim, os cabeças de chave 1. Kestelboim, inclusive, também impediu o título dos brasileiros em Curitiba há poucas semanas.

Guto e Ribeiro jogaram apenas o terceiro torneio juntos e chegaram até a final nos três. Os pontos somados juntos deixaram o jovem em 160º e o gaúcho em 112º, a pouco mais de 100 pontos do Top 100 de duplas.

Até dá para imaginar que os dois vão fazer parceria por mais torneios, mas com certeza não é o foco de Guto Miguel, que aproveita as duplas para evoluir como tenista. Já para Ribeiro, é a oportunidade de jogar os grandes torneios se subir ainda mais no ranking.

Os dois têm a missão em breve de defender os 125 pontos do título do ano passado no Challenger da Costa do Sauípe.

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