Espanha x Argentina decidem neste domingo (19), em New Jersey, nos Estados Unidos, o título da Copa do Mundo de futebol. Se dentro dos gramados, os dois países são exemplos de excelência, podemos dizer o mesmo nas quadras de tênis. Europeus e sul-americanos são duas das principais escolas do esporte da bolinha amarela e têm revelado grandes atletas para o mundo.
Os melhores tenistas de Espanha e Argentina que vi jogar, infelizmente, já penduraram as raquetes. Tratam-se dos dois dos maiores da história. De um lado, o espanhol Rafael Nadal e de outro, o argentino Juan Martin del Potro.
Conhecido como o “Rei do Saibro”, Nadal encantou o mundo com sua esquerda poderosa, garra e muita resiliência dentro de quadra. Era assustadora a sua força mental para superar momentos adversos.
Em 23 anos de carreira profissional, o canhoto de Manacor venceu nada menos que 92 títulos de simples, sendo 22 de Grand Slam. Só em Roland Garros, ele levantou o troféu em 14 oportunidades, o recordista histórico no saibro parisiense. Dificilmente alguém vai superar esta marca.
Nadal também trouxe à Espanha a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.
Este colunista teve o privilégio de vê-lo in loco, durante o Brasil Open 2013 (antigo ATP 250 de São Paulo). Foi o primeiro título após o espanhol se recuperar de lesão no joelho que o tirou de ação por cerca de sete meses. Mesmo não vivendo o seu melhor momento na época, o Touro Miúra ainda impressionava com seu espírito de luta.
Nadal se aposentou no final da temporada 2024, deixando milhões de fãs de tênis “órfãos”.
O argentino Juan Martin del Potro não teve o currículo tão recheado de títulos como Nadal, mas ainda assim praticou um tênis de altíssimo nível quando esteve saudável. Foram 22 títulos de simples nos 17 anos de carreira. O principal deles, sem dúvida, foi o US Open 2009.
Delpo teve uma das maiores direitas da história do tênis mundial. Sua bola andava em velocidade absurda e “machucava” demais os rivais. O saque era uma outra grande arma. Como todo tenista argentino, ele lutava bastante dentro de quadra.
Pena que sua carreira acabou sendo abreviada após tantas lesões no joelho e punho. A aposentadoria veio em fevereiro de 2022 após participação no ATP 250 de Buenos Aires.
Ao contrário de Nadal, infelizmente não tive o privilégio de vê-lo jogar nem no Brasil e muito menos no exterior. Contudo, pude conhecê-lo pessoalmente durante coberturas do Roland Garros Junior Series, torneio juvenil disputado em São Paulo, onde foi embaixador nos últimos anos.
O colunista quer saber. Quais os melhores tenistas de Espanha e Argentina que vocês viram jogar? E entre os que estão em atividade, quais os que mais chamam a atenção?
Crédito da foto: ©Philippe Montigny / FFT









