Fim desanimador de temporada da ATP é reflexo da exaustão física dos jogadores

Jannik Sinner só volta ao circuito da ATP em 2027

A temporada 2026 da ATP chega na reta final sem empolgar o amante do tênis. Fruto da exaustão física dos jogadores provocada por um calendário extenso de competições. As lesões não poupam nem os jovens que ainda têm muita lenha para queimar no circuito. Um dos exemplos é o número 1 do mundo, o italiano Jannik Sinner, que está afastado dos torneios desde a final de Wimbledon devido a uma lesão no joelho.

O tenista de 25 anos só voltará a atuar em 2027 e como consequência disso perderá nos próximos dias a liderança do ranking da ATP para o alemão Alexander Zverev, por enquanto imune a problemas físicos.

Não dá para deixar de citar o espanhol Carlos Alcaraz, número 3 do ranking, que voltou às quadras no US Open no final de agosto após quatro meses se recuperando de lesão no punho direito. Carlitos até que voltou bem, mas ainda abaixo do nível praticado antes do problema. Desde então, foi quadrifinalista do Grand Slam norte-americano, campeão do ATP 500 de Tóquio e parou na segunda rodada do Masters 1000 de Xangai.

A nova geração do tênis também tem sido afetada. O brasileiro João Fonseca sofreu quatro lesões em 2026, a mais recente delas no abdômen às vésperas de jogar a segunda rodada do Masters 1000 de Cincinnati, em agosto. Um mês depois, ainda longe das condições físicas ideais, o número 28 do ranking da ATP entrou em quadra defendendo o Brasil na Copa Davis, venceu no sufoco o suíço Dominic Stricker, mas resolveu não jogar a gira asiática para segundo ele “dar um tempo ao corpo”. A expectativa é que ele volte para a temporada europeia de quadras rápidas cobertas. Ele deve defender o título do ATP 500 da Basileia no fim de outubro.

Mudanças no calendário têm contribuído para o esgotamento físico dos tenistas. A principal delas talvez tenha sido a ampliação de sete dos nove Masters 1000 para 12 dias e não sete. Os únicos que seguem com uma semana de disputa são os de Monte Carlo e Paris.

Talvez nunca antes na história do tênis houve uma exigência física tão grande como atualmente.

A ATP precisa rever urgentemente o calendário para os próximos anos. Alguns jogadores já trabalham com a possibilidade de ficarem um período de inatividade. Carlos Alcaraz, por exemplo, cogita pausas longas de um a dois meses para evitar lesões.

“No futuro, vou tirar algumas pausas longas. Talvez não quatro meses, mas um mês, dois meses, perdendo alguns torneios, porque é impossível disputar todos eles”, disse o espanhol durante o US Open.

Crédito da foto: AELTC/Simon Bruty

Rolar para cima