O blogueiro do Guia do Tenista esteve nesta terça-feira (24), no Jockey Club de São Paulo, acompanhando o segundo dia de programação do novíssimo LA Open, um Challenger de nível 100, mas com cara de um torneio da ATP Tour.
Quem passa pela entrada do estacionamento, logo vê um boulevard com lojas e stands de patrocinadores do LA Open com ativações de marketing ao público. Há nove opções de alimentação com estabelecimentos renomados, com direito a gastronomia portuguesa e escandinava.
Créditos foto: Rafael Alaby/Guia do Tenista
Ao deixar o espaço coberto, o público começa a avistar a gigante quadra central com capacidade para 6 mil torcedores e nas laterais as quatro quadras secundárias que recebem jogos e treinamentos dos tenistas. Todas possuem iluminação. Impossível não observar semelhanças da principal arena com a Quadra Gustavo Kuerten, do Rio Open, maior torneio da América Latina.
A empresa promotora de eventos, que fez a sua estreia no tênis, mostrou preocupação em trazer a melhor experiência ao público. O objetivo nos próximos anos é elevar o status da competição e quem sabe em breve virar um ATP. A cidade de São Paulo não recebe um torneio deste nível desde 2019, quando abrigou pela última vez o Brasil Open (ATP 250).
Quem circulou pelo Jockey Club na terça-feira não pôde reclamar de dificuldades na locomoção. O espaço é grande e bem confortável, um dos melhores locais para abrigar um evento de tênis.
Duas das quadras secundárias contam com arquibancadas no fundo. Outro fato que impressionou é que as cinco do torneio dispõem de marcação eletrônica (Hawk-Eye), dispensando os juízes de linhas. Trata-se de uma tecnologia muito cara e rara no circuito Challenger.
Acompanhei alguns jogos com bom nível técnico, entre eles os confrontos entre Felipe Meligeni (BRA) x Victor Braga (BRA), Emilio Nava (EUA) x Rafael Tosetto (BRA) e Luis Guto Miguel (BRA) x Juan Pablo Varillas (PER).
Vale lembrar que no fim de semana, antes da abertura da chave principal na segunda-feira, houve o qualificatório e jogos de exibição com lendas do tênis, casos do norte-americano Andy Roddick, dos argentinos Juan Martin Del Potro e Diego Schwartzman, que substituiu o lesionado André Agassi, e do brasileiro Fernando Meligeni.
Mas nem tudo foi positivo no LA Open. Espero que a organização reveja para a próxima edição a precificação dos ingressos. Entendo a complexidade e os altos custos da operação do torneio, porém, penso que as entradas para a chave principal precisam ter custos mais acessíveis. O público dos jogos de terça-feira foi bem fraco. Pelo observado na TV (Bandsports e NSports, detentoras dos direitos de transmissão) no dia de estreia não havia sido muito diferente. Importante lembrar que a maioria dos Challengers disputados no Brasil não cobra ingressos.
Não é legal para os organizadores e patrocinadores arquibancadas com ocupação tão pequena. Ainda mais levando em conta o alto investimento feito.
Talvez uma boa estratégia para a próxima edição seja manter um preço mais salgado para os jogos de exibição, deixar as arquibancadas com preços mais acessíveis nas primeiras rodadas e subir o valor gradualmente até a final, mas sem exageros. Fica a sugestão. Mas de qualquer forma a experiência do blogueiro foi positiva. Vida longa ao LA Open. E que haja evolução a cada edição. O torneio parece estar em boas mãos.
Crédito da foto: Rafael Alaby/Guia do Tenista









