Por que o US Open deve ter um campeão inédito em 2026

US Open teve início neste domingo

A chave principal do US Open foi aberta neste domingo com bons jogos. O último Grand Slam da temporada promete ser um dos mais imprevisíveis dos últimos anos. Não há um grande favorito ao título.  Muito provavelmente haverá um campeão inédito em Flushing Meadows.

Número 1 do mundo, Jannik Sinner não se recuperou de lesão no joelho e está fora do US Open. Se tivesse condições, o italiano seria o grande favorito ao seu segundo troféu no Grand Slam norte-americano.

Carlos Alcaraz está de volta após mais de quatro meses se recuperando de lesão no punho. No entanto, salvo alguma surpresa, o espanhol dificilmente conseguirá defender o título conquistado em 2025. O atual número 3 do mundo ainda não está nas condições físicas ideais e foi ousado em retornar às quadras em Grand Slam. Ele teria físico para suportar um ou mais duelos de cinco sets? Creio que não. O ex-número 1 do mundo terá estreia difícil contra o russo Roman Safiullin.

Cabeça de chave 4, o tetracampeão Novak Djokovic entrou em quadra na noite deste domingo e com atuação irregular foi eliminado logo na estreia para o argentino Mariano Navone em batalha de cinco sets. Foi a primeira grande zebra do torneio e a maior vitória da carreira do tenista sul-americano.

Campeão em 2014, o croata Marin Cilic sentiu lesão e desistiu da atual edição na véspera de enfrentar o russo Andrey Rublev. É fato que se tivesse condições, o veterano não iria longe. O ex-número 3 do mundo ocupa a modesta 81ª colocação no ranking e tem mais derrotas do que vitórias em 2026.

Além de Alcaraz, há outro tenista que já foi campeão do US Open: o russo Daniil Medvedev (2021). O cabeça de chave 7 atravessa fase irregular. Na gira de quadras rápidas antes do Grand Slam, perdeu na estreia do Masters 1000 de Montreal, parou na terceira rodada do Masters 1000 de Cincinnati e não foi além da segunda rodada do ATP 250 de Winston-Salem.

Mesmo com campanha ruim na gira pré-US Open, Medvedev estreou bem no Grand Slam com vitória em sets diretos contra o francês Hugo Gastón e ganhou um ânimo para brigar pelo bicampeonato apesar da missão ser bem complicada.

Atual vice-líder do ranking da ATP, Alexander Zverev sonha com o inédito título no US Open, mas as campanhas decepcionantes no Masters 1000 de Montreal e sobretudo Cincinnati deixaram más impressões. O alemão terá força para brigar pela taça? Difícil acreditar. A estreia está marcada para esta segunda-feira contra o italiano Lorenzo Sonego.

Não dá para descartar que o título seja conquistado por talentos da nova geração como o espanhol Rafael Jodar e o tcheco Jakub Mensik.

O francês Arthur Fils, campeão em Cincinnati, e o norte-americano Ben Sheton, campeão em Montreal, aparecem com boas chances.

Nomes mais cascudos que estão fazendo boa temporada podem brigar pela taça, casos do norte-americano Brandon Nakashima e o italiano Flavio Cobolli.

Crédito da foto: Jed Jacobsohn/Rolex

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