A 12ª edição do Rio Open terminou consolidando o torneio como o principal ativo do tênis sul-americano dentro do calendário da ATP Tour. Ao longo de nove dias no Jockey Club Brasileiro, cerca de 70 mil pessoas passaram pelo complexo, em uma edição marcada por arquibancadas cheias, impacto econômico relevante e recorde de patrocinadores. Dentro de quadra, o argentino Tomás Etcheverry conquistou seu primeiro título ATP na chave de simples, enquanto os brasileiros João Fonseca e Marcelo Melo levantaram o troféu de duplas diante de uma Quadra Central completamente lotada no domingo.
A final de duplas foi um dos grandes momentos da semana. Fonseca e Melo derrotaram Robin Haase e Constantin Frantzen em três sets, de virada, em um ambiente de Copa Davis, com mais de 6.000 torcedores empurrando a parceria brasileira. Para Fonseca, carioca e principal nome da nova geração do país, foi o primeiro título no torneio jogando em casa. Já Melo ampliou sua trajetória vencedora no evento, somando mais um troféu à sua história no Rio. A taça foi entregue por Andre Agassi, que acompanhou o torneio durante a semana e também visitou projetos sociais apoiados pelo evento.

Na chave de simples, Etcheverry superou Alejandro Tabilo em três sets e manteve a hegemonia argentina no torneio — é o terceiro título consecutivo de um jogador do país, após as conquistas de Sebastián Báez em 2024 e 2025. A decisão reforçou a tradição do saibro carioca como palco de afirmação para especialistas na superfície e consolidou o Rio Open como etapa estratégica da gira sul-americana, em um momento em que a própria ATP discute ajustes estruturais no calendário da região.
Fora das quadras, o torneio voltou a registrar números expressivos. Foram 44 patrocinadores — recorde histórico — e ativações espalhadas pelos mais de 10 mil m² do Leblon Boulevard. Marcas nacionais e globais investiram em experiências imersivas, hospitalidade e relacionamento corporativo, transformando o evento em uma plataforma de marketing esportivo cada vez mais sofisticada. A transmissão internacional alcançou mais de 180 países, ampliando a exposição global do torneio e fortalecendo o posicionamento do Rio como destino esportivo.

O impacto social e ambiental também permaneceu como pilar estruturante da competição. O Rio Open segue carbono neutro desde 2020, com ações de gestão de resíduos e compensação de emissões por meio do programa Rio Open Green. No campo social, a plataforma Rio Open Ace manteve iniciativas como o NERO (Núcleo Esportivo Rio Open) e o Torneio Winners, proporcionando formação, vivência competitiva e oportunidades profissionais a jovens de projetos comunitários — muitos deles integrando a operação do evento como boleiros e colaboradores.
Com estrutura ampliada, presença internacional relevante e crescente maturidade comercial, a edição de 2026 reafirma o Rio Open não apenas como um torneio, mas como um ecossistema que integra esporte de alto rendimento, negócios, impacto social e entretenimento.
Os números da 12ª edição
- 70 mil pessoas ao longo de nove dias
- 44 patrocinadores (recorde histórico)
- 71 atletas de 24 países
- 61 partidas disputadas (43 simples e 18 duplas)
- US$ 2,46 milhões em premiação
- Mais de 5.000 empregos diretos e indiretos
- 334 jornalistas credenciados (33 internacionais)
- Transmissão para mais de 180 países
- 8 quadras de saibro (14 toneladas de pó)
- 6.200 lugares na Quadra Central
- 1.800 tubos de bola utilizados
- 615 raquetes encordoadas (7 km de cordas)
- 136.414 unidades de água consumidas
- 7.500 produtos vendidos na La Boutique
- 4 atletas no Wheelchair Tennis Elite









