Trio juvenil do Brasil gera muita expectativa e até empolgação para o tênis profissional

Naná Silva, do Brasil, brilha no tênis juvenil

Nos últimos anos, o tênis do Brasil passou por uma entressafra. Poucos atletas conseguiram ser protagonistas. De alguns meses pra cá, vimos João Fonseca, que teve ascensão meteórica na transição juvenil para o profissional com exibições marcantes, títulos e uma posição expressiva no ranking. O carioca encerrou em 2025 a primeira temporada no Top-30 do ranking da ATP.

Mas esse post aqui não vai falar sobre João, nome já consolidado no circuito, e sim por um trio juvenil com potencial de dar muitas alegrias aos torcedores brasileiros nos próximos anos: o goiano Guto Miguel, a potiguar Victoria Barros e a paulistana Naná Silva. Os jovens tenistas são o que temos de melhor na base. Já estão no Top-20 do ranking mundial juvenil.

A última a figurar entre as 20 primeiras foi Naná Silva. No último domingo (15), a garota, que recentemente completou 16 anos, quebrou um jejum de 35 anos do Brasil sem título na tradicional Brasil Juniors Cup, em Porto Alegre. Ela venceu a norte-americana Welles Newman por 2 sets a 0 (6/1 e 7/5) e saltou 13 posições no ranking da ITF, aparecendo no 19º lugar. Nauhany disputa nesta semana o Banana Bowl, um dos principais torneios juvenis do mundo e há grande possibilidade de seguir a escalada em busca do Top-10.

https://twitter.com/fonsequism/status/2033195766710161796

Naná já foi convidada a disputar torneios profissionais, o maior deles o WTA 250 de São Paulo em 2025, onde na estreia bateu de virada a experiente compatriota Carol Meligeni, com direito a pneu no set decisivo. É impressionante o talento da jovem, que une potência e muita técnica nos golpes. Não tem como não ficar otimista em relação ao futuro no tênis profissional.

Dois meses mais velha que Naná, Victoria Barros é um outro grande prospecto do tênis do Brasil. A potiguar treina nada menos na Mouratoglou Academy, academia do renomado técnico francês Patrick Mouratoglou e vem tendo resultados expressivos no tênis juvenil. É atualmente a 12ª colocada no ranking, e assim como a compatriota já recebeu convites para torneios profissionais. Vic vem sendo lapidada com muito cuidado para ser protagonista no circuito profissional daqui alguns anos.

No tênis juvenil masculino, o grande nome do Brasil é sem dúvida Guto Miguel, terceiro colocado no ranking da ITF. O goiano que completou 17 anos em fevereiro talvez seja o nosso tenista com maiores chances ainda em 2026 de ter sequência em torneios profissionais. Nesta temporada, ele disputou a chave principal do Rio Open, chegou a tirar set do lituano Vilius Gaubas na primeira rodada, porém, acabou sofrendo a derrota. Deixou a quadra bastante aplaudido pela raça e coragem apresentada.

A convite da organização do Masters 1000 de Miami, Guto Miguel vai disputar o qualificatório do torneio profissional. Nesta segunda-feira, ele entra em quadra contra o experiente francês Benjamin Bonzi. É totalmente azarão no confronto, mas com condições de fazer um grande jogo e quem sabe atingir à segunda rodada. Gutão evolui a cada partida, com potência impressionante nos golpes, personalidade e variação nas jogadas. Méritos também para o estafe do tenista, liderado pelo ótimo Santos Dumont. Há dois anos vi esse menino pela primeira vez no Roland Garros Series, no clube Harmônia, em São Paulo, e fiquei impressionado com o volume de jogo colocado em quadra. Ele tinha 15 anos na época…

Vamos torcer para que as expectativas se confirmem. Queremos ver muitos brasileiros brilhando no circuito profissional. No entanto, é preciso respeitar as etapas. A transição não é nada fácil.

Crédito da foto: Divulgação

Rolar para cima