Até o início da temporada, o circuito profissional do tênis vivia a hegemonia Carlos Alcaraz/Jannik Sinner. O espanhol e o italiano dominavam as maiores conquistas, sobretudo os Grand Slams. Com a lesão no punho direito de Carlitos e os problemas físicos de Sinner, Alexander Zverev soube ser o protagonista. Até o fim do primeiro semestre, o alemão tinha a fama de amarelão. Tudo começou a mudar após a inédita conquista em Grand Slam obtida em Roland Garros.
O troféu em Paris tirou um peso nas costas do tenista de 29 anos, que três meses após o triunfo histórico no saibro voltou a conquistar um Grand Slam, desta vez o US Open, batendo por 3 sets a 1 o anfitrião Ben Shelton, com as parciais de 6/3, 7/6 (7-2), 5/7 e 6/2.
O início da campanha em Flushing Meadows foi bem complicado com Zverev precisando superar batalha de cinco sets contra o francês Quentin Halys logo na primeira rodada. A partir daí, o tênis do alemão deslanchou e ele mostrou que iria brigar fortemente pelo título.
A atuação contra Shelton, certamente, foi uma das maiores da sua carreira. Zverev dominou o tenista de 23 anos na maior parte do jogo. O norte-americano vinha com status de grande favorito após ter eliminado em duelo de cinco sets nada menos que Carlos Alcaraz, bicampeão do torneio, nas quartas de final.
Sascha teve o melhor início de jogo possível contra Shelton, que contou com o apoio de mais de 20 mil torcedores que lotaram a Arthur Ashe. O atual número 2 do ranking da ATP quebrou o saque do rival logo no primeiro game, conseguiu neutralizar o forehand do norte-americano e foi inteligente ao explorar a direita do adversário que estava bem descalibrada. No nono game, o alemão voltou a obter nova quebra e levou o set inicial.
Shelton subiu o nível na segunda parcial, porém, o dia ainda era de Zverev, que se manteve consistente, obtendo ótimo aproveitamento de pontos quando usou o primeiro serviço. O norte-americano chegou a salvar um break-point no quarto game. O set acabou sendo definido no tie-break, com o europeu dominando completamente e fechando em 7-2.
Ben Shelton ganhou sobrevida no terceiro set. No sexto game, enfim, teve a primeira chance para quebrar o saque, porém, Zverev conseguiu salvar. No 12º game, o anfitrião não deixou a oportunidade escapar e fechou em 7/5.
O alemão não se abateu com a derrota na parcial anterior e iniciou o quarto set quebrando o serviço de Shelton já no primeiro game. Sascha voltou a ter aproveitamento impressionante dos pontos quando viu seu o primeiro saque entrar (venceu 92% deles) e antes de sacar para fechar o jogo chegou a quebrar novamente o saque norte-americano. Vitória mais do que justa do tenista que foi mais regular durante as duas semanas de US Open.
Zverev encostou em Sinner no ranking da ATP e mostrou que pode assumir pela primeira vez a posição 1 ainda em 2026. Hoje, a desvantagem para o italiano está em 1.810 pontos. O atual líder da lista não atua desde o título de Wimbledon em julho e vem se recuperando de lesão no joelho direito. A previsão de retorno é para o fim de setembro no ATP 500 de Pequim, onde deve defender o título conquistado em 2025.
Crédito foto: Divulgação/X/US Open









