Afastado das quadras há um mês devido à lesão no abdome, João Fonseca voltará a atuar nesta sexta-feira liderando o Brasil contra a Suíça pelo Grupo Mundial I da Copa Davis, na quadra rápida e coberta montada na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro. O atual 29º colocado do ranking da ATP vai abrir o confronto às 15h, contra Dominic Stricker, tenista de 24 anos que já foi Top 90 e atualmente ocupa a 262ª posição.
O favoritismo é todo de João. Resta saber como o carioca se comportará em quadra diante da da torcida brasileira. A última vez não foi positiva já que o jovem foi eliminado pelo peruano Ignacio Buse nas oitavas de final do Rio Open disputado em fevereiro passado, em jogo onde o tenista da casa não esteve bem mentalmente, sofrendo a virada.
É inegável o favoritismo de Fonseca já que possui ranking muito superior ao adversário e em 2026 soma mais aparições em torneios nível ATP, além de possuir mais repertório. Em 2026, Stricker tem jogado mais Challengers. A maior competição que disputou foi o ATP 250 de Gstaad, onde teve vitória contra o espanhol Jaume Munar e derrota para o cazaque Aleksander Shevchenko.
Canhoto, Stricker tem a quadra rápida como superfície predileta e o saque como principal arma. No US Open 2023, ele viveu o auge, eliminando os até então Top’s 10 Stefanos Tsitsipas e Casper Ruud, assim alcançando as oitavas de final.
Após o jogo de abertura, o paulista Gustavo Heide entra em ação contra o suíço Stan Wawrinka, ex-número 3 do mundo, dono de três títulos de Grand Slam e que faz a sua última temporada da carreira.
Esse será um jogo bastante complicado para Heide. Mesmo com altos e baixos em 2026, Wawrinka é um tenista que merece respeito, sobretudo por ter a fantástica esquerda de uma mão só, algo raríssimo no circuito.
O que anima os torcedores brasileiros é o fato de Heide viver a melhor fase da carreira. Nesta semana, ele alcançou o seu melhor ranking (123º lugar) e se aproximou do Top 100.
Em jogos de simples em Copa Davis, o tenista de 24 anos soma duas vitórias e duas derrotas. O triunfo mais marcante ocorreu em fevereiro de 2026 quando bateu o canadense Gabriel Diallo, em Vancouver.
No sábado, às 14h, a programação será aberta com a partida de duplas. Orlando Luz e Rafael Matos encaram Jakub Paul e Dominic Stricker, com todo favoritismo para os brasileiros que atravessam grande fase. Juntos em 2026, eles conquistaram quatro ATP’s, entre eles os Masters 1000 de Montreal e Cincinnati.
Juntos, Paul e Stricker somam quatro vitórias e duas derrotas. Pela Davis, eles venceram a parceria tunisiana Echargui/Mansouri em fevereiro.
Se o confronto não for definido nas duplas, logo em seguida, João Fonseca vai entrar em quadra contra Stan Wawrinka. Se houver empate por 2 a 2 na série, o classificado à próxima fase será conhecido na quinta partida. Gustavo Heide mediria forças contra Dominic Stricker.
Palpite: Brasil vencerá a Suíça por 3 a 1, com vitórias de João Fonseca nos dois jogos de simples e triunfo de Orlando Luz e Rafael Matos nas duplas. Contra Gustavo Heide, Stan Wawrinka fará o único ponto suíço no confronto.
Com João Fonseca, veja a programação completa de Brasil x Suíça na Davis
Sexta-feira (18/09)
15h – João Fonseca x Dominic Stricker
A seguir Gustavo Heide x Stan Wawrinka
Sábado (19/09)
14h – Orlando Luz e Rafael Matos x Jakub Paul e Dominic Stricker
Se necessário, a seguir: João Fonseca x Stan Wawrinka
Se necessário a seguir: Gustavo Heide x Dominic Stricker
Crédito da foto: Caio Graça/CBT









