E segue o calvário de Bia Haddad. Nesta terça-feira, a brasileira foi eliminada na estreia de Wimbledon para a uzbeque Maria Timofeeva, 95ª colocada do ranking da WTA, por 2 sets a 0, com as parciais de 6/3 e 6/2, e chegou à oitava derrota seguida na temporada. No geral, em 2026, são 19 reveses e apenas quatro vitórias, um aproveitamento muito ruim para quem não há muito tempo assim foi Top-10.
Bia Haddad repetiu o roteiro de derrotas anteriores. Sacou mal e cometeu muitos erros não-forçados. Assim, fica praticamente impossível alcançar bons resultados. Diante Timofeeva, a paulistana teve baixos 56% de aproveitamento do primeiro serviço. Foram apenas cinco winners e excessivos 28 erros não-forçados.
É evidente que falta confiança a Bia. E isso não vem de hoje. O aspecto psicológico tem a afetado há mais de um ano, desde a reta final da passagem do técnico Rafael Paciaroni. Em abril, o espanhol Carlos Martinez passou a treiná-la por um período de três meses de testes, com possibilidade para a ampliação da parceria após Wimbledon. No entanto, não houve mudanças significativas e Bia seguiu com atuações erráticas até mesmo contra adversárias com ranking inferior a ela.
Apesar do péssimo momento na carreira, Bia Haddad merece respeito. Não precisa provar mais nada a ninguém. É a nossa maior tenista brasileira desde a lendária Maria Esther Bueno. Não é qualquer uma que conseguiu ser Top-10. A tenista de 30 anos já está na história do país e serviu de inspiração para muitos jovens talentos, entre eles Nahuany Silva e Victoria Barros que despontam no juvenil como grandes promessas para o tênis profissional.
Com a queda em Wimbledon, Haddad despencará ao menos 16 posições na lista da WTA. No ranking live, ela é apenas a 150ª colocada, posição que lhe tira a chance de entrar diretamente na chave principal do US Open, último Grand Slam da temporada que acontece em agosto.
Se não voltar a conquistar bons resultados será praticamente impossível voltar a disputar Slams, a não ser os qualificatórios.
É preciso baixar ainda mais as expectativas. Bia e seu estafe deveriam priorizar torneios W125 e até mesmo W100 e W75, esses últimos organizados pela ITF.
É triste dizer isso, mas não consigo ver qualquer perspectiva de Bia Haddad voltar ao Top-100 nos próximos meses. É torcer para que não siga despencando ainda mais no ranking.
Crédito da foto: Jimmie 48/WTA









