Naná Silva sai do SP Open com balanço positivo, mas com muito a evoluir

Naná é eliminada no SP Open

Deu a lógica. A brasileira Nauhany Silva, a Naná, de apenas 16 anos, lutou bastante, mas acabou sendo derrotada pela espanhola Kaitlin Quevedo, de 20 anos e atual 105ª colocada do ranking da WTA, com as parciais de 6/2 e 6/1, assim caindo nas oitavas de final do SP Open. Ela era a única tenista do Brasil sobrevivente na chave de simples do torneio.

Naná conseguiu defender os 35 pontos obtidos em sua primeira participação no SP Open em 2025 e na próxima semana deve registrar o melhor ranking profissional da carreira: a 543ª posição. Entre as tenistas Sub-18 na lista da WTA, a paulistana é a 10ª melhor. São números expressivos para quem tem apenas 16 anos e muito tempo por vir no circuito. Importante dizer que ela ainda não migrou de vez para o profissional.

Em relação à edição passada deu para perceber uma Naná mais madura e forte fisicamente. A tendência é que esteja ainda melhor no próximo ano.

Na última quarta-feira, a brasileira foi gigante ao virar um jogo contra a australiana Astra Sharma, adversária com quase o dobro de idade e que foi Top 100 em 2022. A jovem mostrou muita agressividade e teve frieza para superar a batalha de 2h24.

É lógico que Naná tem muitos pontos a evoluir na carreira. Talvez o principal deles seja o saque. Muito agressiva, ela acaba cometendo muitas duplas faltas. Para se ter uma ideia, em sua estreia contra Astra Shama, cometeu nada menos que 14 duplas-faltas e teve o serviço quebrado sete vezes. Já na eliminação para Quevedo foram sete duplas-faltas e seis games de saque quebrados.

Naná precisa melhorar o toss (lançamento da bolinha antes da execução do saque) e ser menos apressada para executar o segundo serviço. Isso acaba custando muitos erros. Contra a espanhola, o aproveitamento do primeiro saque foi de apenas 52,9% e só venceu apenas 50%. O aproveitamento de pontos quando usou o segundo serviço foi muito baixo (37,5%).

Naná também precisa ser mais assertiva em trocas de bola mais longas. Geralmente peca pela ansiedade, algo natural pela baixa idade, e comete muitos erros não-forçados.

Também dá para melhorar o footwork (jogo de pés) que propicia a tenista chegar à bola com maior equilíbrio para buscar a posição ideal para o golpe. Houve evolução em relação à temporada passada.

Vejo Naná mais à vontade em quadra quando a adversária está sacando. No SP Open mostrou devoluções agressivas, surpreendendo as adversárias mais experientes.

Até o fim do ano, Silva deve disputar torneios profissionais W35 para ganhar ainda mais casca de olho em desafios ainda maiores na próxima temporada.

Crédito da foto: Fotojump

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