Após 24 anos de carreira, 16 títulos, sendo três de Grand Slam, chegou ao fim a carreira profissional do suíço Stan Wawrinka. O ex-número 3 do mundo pendurou as raquetes oficialmente nesta terça-feira (27) após ser derrotado pelo tcheco Jiri Lehecka em sets diretos, com as parciais de 7/5 e 7/6 (7-2) na primeira rodada do ATP 500 da Basileia.
Wawrinka deixará muita saudade no circuito por seu estilo cada vez mais raro: bater o backhand com uma só mão. O suíço tinha como característica o jogo agressivo e sempre tomava a iniciativa dos pontos.
Dentro e fora de quadra sempre mostrou carisma. Muitos dizem que ele foi um dos tenistas mais humanos que o esporte já teve. Certamente o seu bom caráter teve influência dos pais proprietários de uma fazenda orgânica que emprega e apoia funcionários com algum tipo de deficiência.
Outra característica que marcou a carreira do agora ex-tenista de 41 anos foi a resiliência. Em 2021 passou por duas cirurgias no pé e ficou um ano afastado das quadras. Em agosto de 2017 já havia passado por cirurgia no joelho esquerdo. Apesar das dificuldades na recuperação, ele voltou a jogar em bom nível.
Em simples, os maiores títulos da carreira foram o Australian Open (2014), Roland Garros (2015) e US Open (2016).
Em duplas, o auge foi a medalha de ouro ao lado do compatriota Roger Federer nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.
Durante 24 temporadas como profissional em simples, Wawrinka somou 590 vitórias e 395 derrotas, números que mostram a sua grandeza no tênis mundial. Uma pena que não houve o tão esperado confronto inédito contra João Fonseca no fim de setembro pela Copa Davis. Ambos sem as condições físicas ideais ficaram de fora dos jogos de sábado por decisões dos capitães de Brasil e Suíça.
Que Stan The Man descanse nos próximos meses e quem sabe passe seus conhecimentos para outros tenistas como técnico. Valeu por tudo!!
Crédito foto: SwissIndoorsBasel









