Talvez nenhum outro torneio do circuito da WTA tenha sido tão prejudicado por chuvas como o SP Open em 2026. O torneio da categoria 250 só foi finalizado na tarde desta segunda-feira (21) após o mau tempo inviabilizar a realização das finais de simples e duplas no último domingo na quadra central Maria Esther Bueno, no Parque Villa Lobos. A capital paulista teve a semana mais chuvosa do ano. E historicamente, setembro é um dos meses mais secos.
A final de duplas até foi iniciada na tarde de domingo. O placar apontava 4/3 para a brasileira Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski contra as norte-americanas Anna Rogers e Allura Zamarripa. No entanto, as chuvas voltaram a atingir a cidade após cinco dias e o jogo foi interrompido.
A organização fez o que pôde para o jogo de duplas ser finalizado ainda no domingo, assim como a realização da final de simples entre a espanhola Kaitlin Quevedo e a argentina Nadia Podoroska. No entanto, a chuva não deu trégua e seguiu até o fim da noite. Não restou outra alternativa senão reagendar as finais para o fim da manhã desta segunda-feira, que felizmente teve sol forte. Pena que a quadra central teve um público muito pequeno para testemunhar a grande virada de Quevedo, cabeça 7, que emplacou as parciais de 4/6, 6/4 e 6/2, após 2h08.
A quadra 1, bem menor que a central, esteve praticamente lotada. O público brasileiro foi ao delírio com a vitória de Stefani e Dabrowski contra Rogers e Zamarripa, com as parciais de 6/3, 3/6 e 10/8. Foi o segundo título de SP Open da brasileira, que na primeira edição foi campeã ao lado da húngara Timea Babos.
Vale lembrar que além de domingo (20), data inicialmente prevista para as finais do SP Open, as chuvas atrapalharam a realização do qualificatório no fim de semana anterior e os primeiros jogos das chaves principais de simples e duplas na segunda e terça-feira. Inclusive, os duelos decisivos do qualifying precisaram ser disputados em quadras rápidas e cobertas no complexo Arena BTG Pactual, localizado há cerca de 13 km do Villa Lobos.
Apesar dos eventos climáticos adversos, o SP Open teve saldo positivo. Houve bons jogos durante a semana. O público testemunhou mais uma ótima participação da jovem Naná Silva, que aos 16 anos, venceu de virada na estreia uma ex-Top 90, a australiana Astra Sharma, de 31 anos, e repetiu a campanha da edição anterior. A jovem foi a única simplista brasileira que passou da primeira rodada em 2026.
Ex-número 2 do mundo, a espanhola Paula Badosa foi a principal atração do SP Open, alcançou à semifinal e mostrou enorme carisma com o público brasileiro. Parecia até uma atleta do país. É torcer para que retorne mais vezes ao país.
Uma pena a cabeça de chave 1, a canadense Leylah Fernandez ter desistindo do torneio no início da semana por problemas com o visto de entrada no Brasil.
A ex-tenista Maria Sharapova chegou a São Paulo no fim de semana para ativações pelo Bradesco, um dos patrocinadores do SP Open. A ex-número 1 do mundo e dona de 36 títulos de simples foi tieada pelos torcedores e aproveitou cada momento da visita. A princípio, ela entregaria os troféus para as campeãs, mas com o adiamento das finais infelizmente teve que deixar o país ainda no domingo.
Que em 2027 a organização tenha mais sorte e que o clima seja mais favorável para a realização do maior evento de tênis feminino do Brasil.
Crédito da foto: ©Fotojump









