João Fonseca surpreendeu no início da tarde desta segunda-feira com comunicado anunciando a decisão em não disputar a gira asiática em outubro para “respeitar os sinais, dar um tempo para o corpo e para a cabeça”.
A temporada 2026 vem sendo muito difícil para o brasileiro que foi atrapalhado por quatro lesões, a mais recente delas no lado esquerdo do abdômen, sofrida durante treino para a terceira rodada do Masters 1000 de Cincinnati. Ele desistiu do jogo contra o australiano Christopher O’Connell e ficou de fora do US Open.
Recuperado do problema, João Fonseca voltou às quadras na última sexta-feira após pouco mais de um mês afastado. Mesmo sem as condições físicas ideais, o melhor tenista do país derrotou de virada o suíço Dominic Stricker e marcou o primeiro ponto do Brasil na vitória por 3 a 1 sobre a Suíça, na Farmasí Arena, no Rio de Janeiro, pela Copa Davis.
Após o fim da partida, Fonseca não segurou as lágrimas. Deu para perceber ali que alguma coisa estava fora da ordem. Não é normal um tenista de 20 anos ter aquela atitude.
A decisão de João em anunciar a pausa nos torneios vem recebendo muitas críticas nas redes sociais, mas merece ser respeitada. Só o tenista sabe das suas reais condições. Se não está se sentindo bem, o melhor mesmo é parar por um tempo e evitar que a situação se agrave ainda mais.
Tem sido cada vez mais comum tenistas de alto rendimento paralisarem brevemente a carreira. Um dos exemplos é a brasileira Bia Haddad, que com problemas de saúde mental, só deve voltar às quadras em fevereiro do ano que vem.
Questões físicas também têm prejudicado muitos atletas, entre eles o número 1 do mundo do ranking da ATP, o italiano Jannik Sinner, afastado das quadras desde o título de Wimbledon e com possibilidade de prolongar o afastamento para a gira asiática que tem início em outubro.
É torcer para que João Fonseca se recupere bem e quem sabe volte a jogar em alto nível a gira europeia que encerra a temporada. Ele tem 550 pontos para defender (500 do título em Basel e 50 pontos da segunda rodada do Masters 1000 de Paris). No ano passado, ele optou por não jogar a gira asiática e, portanto, não tem pontos para defender.
Crédito da foto: Luiz Candido/CBT









